quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Uma luz no fim do túnel...

Olá, pessoal!

Muito tempo se passou desde a minha última postagem. E muita coisa importante aconteceu, também. Coisas negativas inclusive...

As más condições de cultivo atuais levaram à perda de alguns exemplares valiosos da coleção, infelizmente. Não sei se algum dia poderei recuperá-los. Mas, seja como for, vamos em frente!

A boa notícia é que já tenho um quintal, na casa nova em construção, com um bom espaço para planejar um viveiro de plantas, pelo menos provisório, onde as minhas neps terão um lugar privilegiado ao lado das minhas orquídeas.

Assim, não vai demorar muito para que eu comece a transferir a coleção para o local. Depois, num futuro não muito distante (espero), virá o viveiro definitivo, este sim com todos os equipamentos de irrigação e controle de umidade ambiente, otimizando o desenvolvimento das neps.

Por enquanto é só... Posto mais informações assim que elas já estiverem lá!

Abraços!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

As fases da planta


Já vimos que o “corpo” de uma neps é constituído basicamente por ramos delgados de onde saem folhas alternadas – uma por nó – com uma armadilha em cada folha. No início de sua vida, geralmente, a planta é constituída de apenas um ramo ou galho, podendo surgir brotos laterais com o passar do tempo.

Sendo os insetos os alvos principais das neps, deve-se levar em conta que estes se dividem em dois grandes grupos: os rasteiros (ou pequenos o suficiente para não se distanciarem muito do chão) e os voadores, assim entendido aqueles alados que levam a vida “nas alturas”. E as neps evoluíram de forma a tirar o máximo de proveito dessa situação, tendo duas fases bem distintas: uma basal e outra aérea.

Logo que uma semente de neps germina, ou quando surge um broto lateral na base de um exemplar já adulto, a planta tende a formar uma espécie de roseta, com várias folhas em torno do ramo central, saindo de nós que nascem a curta distância um do outro. Em algumas espécies, por vezes os nós são tão próximos que se tem a falsa impressão de que eles se fundem! As armadilhas, quando totalmente formadas e abertas ficam apoiadas diretamente sobre o solo. Essa fase é conhecida como basal ou “de roseta”, e é quando a neps captura preferencialmente insetos rasteiros, como formigas, térmitas e pequenas aranhas. Pode-se encontrar, ainda, nas armadilhas, boa quantidade de mosca-de-fruta (Drosophila melanogaster) e assemelhados, que são insetos que voam a baixa altitude, bem próximos do solo.

Com o tempo, a planta começa a formar os nós cada vez mais distantes uns dos outros, e as hastes que ligam as armadilhas às folhas passam a atuar também como gavinhas, deformando-se com facilidade e tendendo a se enroscar em tudo no qual se encosta. É quando a neps entra na fase aérea ou “de parreira”, comportando-se de forma semelhante a uma planta trepadeira. No habitat, geralmente ela escala os arbustos, os barrancos ou mesmo grandes árvores, chegando até o alto de suas copas, com seus ramos passando de uma dezena de metros. E devemos considerar, ainda, que entre essas duas fases pode-se observar uma fase que chamamos de “intermediária”, ou de transição.

É importante ressaltar que a duração de cada uma dessas fases não é padrão no gênero, ou seja, cada espécie em particular tem seu “estilo”, havendo exceções extremas, como sempre. O normal é terem uma fase de roseta durando alguns meses, podendo chegar a um ano, quando, então, mudam a estratégia de caça, partindo para “as alturas”.

Há, no entanto, casos em que a fase basal é muito curta, com a formação de apenas um, dois ou três nós muito próximos antes da mudança para a fase aérea. Outras espécies, ao contrário, podem permanecer por anos com a aparência de rosetas basais, sendo a mudança de fase considerada quase uma aberração.

E, finalmente, devemos registrar que, em cada uma dessas fases, as neps produzem armadilhas com características distintas, adaptadas à captura de cada tipo específico de presa.

Mas, isso é assunto para outra postagem, com maior riqueza de detalhes!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A armadilha das neps


Consta no “dicionário online de português” – “Ascídio: s.m. Órgão em forma de urna, constituído pelas folhas de certas plantas carnívoras”. Assim, chamamos de ascícios ou, mais popularmente, “jarros” as armadilhas das plantas carnívoras dos gêneros Sarracenia, Cephalotus e Nepenthes.

Para o caso das neps, elas são passivas, ou seja, não prendem mecanicamente as vítimas. Com isso, sua vida útil é bem mais longa, além da vantagem da planta não ter que gastar energia alguma na captura. A presa é atraída pelo odor do néctar entorpecente produzido na entrada do jarro, e cai numa espécie de reservatório na parte inferior, inundado por um líquido digestivo constituído por um coquetel de enzimas. Alí a vítima morre afogada e se decompõe, tendo seus nutrientes absorvidos pela planta. Seria, a grosso modo, comparado a uma espécie de “estômago” das neps. E para evitar a inundação da armadilha pela água da chuva, a maioria das espécies produz uma tampa arredondada que cobre o peristômio. Há, no entanto, as que possuem suas tampas voltadas para trás, pequenas demais em relação ao tamanho do peristômio, ou mesmo em formato bizarro, que expõem o interior do jarro às intempéries ou a curiosos “visitantes”, das quais falaremos em outra oportunidade.

O líquido no interior do jarro é produzido somente na sua fase de formação, ainda antes da abertura, ou seja, uma vez derramado acidentalmente, fica comprometida a função digestiva da armadilha, e consequentemente sua vida útil. 

Alguns cultivadores preenchem o espaço vazio com água, evitando o ressecamento precoce do jarro, mas não evitam que perca sua real função. Assim, todo cuidado é pouco ao manusear essa parte importante da planta, extremamente delicada. Na imagem ao lado, feita a contra-luz, é possível ver o nível do líquido já pronto no jarro ainda fechado, à direita, bem como no jarro mais antigo em plena atividade, à esquerda (foto gentilmente cedida pelo nosso companheiro Maurício R. Ervilha, de Mogi Guaçu – SP – Brasil).

Nos países de origem, existem dois estranhos costumes envolvendo os jarros das neps. Um deles é o hábito de beber o líquido deles, que dizem, traz sorte ou mesmo mais saúde e vigor físico... Mas, nesse caso, somente seria aconselhável o dos jarros recém abertos, antes que eles fiquem contaminados por insetos de todo tipo! Se o efeito é o esperado, não se sabe: a única certeza é a de que os jarros perdem sua função!

Outra esquisitice é a de usá-los como receptáculo para o cozimento de um tipo especial de arroz consumido em certas festas populares, principalmente na Indochina e Indonésia. Os jarros, normalmente os maiores, são esvaziados e muito bem lavados antes disso, é claro! São então acomodados na posição vertical em bandejas, sendo servidos com o recheio daquela iguaria.

“POR DENTRO”

Para os que tem a curiosidade de saber como é uma armadilha internamente, temos essa foto de uma delas “dissecada”, mostrando suas três zonas específicas:

A – Zona ATRATIVA: onde é produzido o néctar que atrai e entorpece as presas. Pode existir tanto na borda da entrada do jarro (peristômio) quanto na face inferior da tampa. Geralmente tem gosto adocicado.

B – Zona ANTI-ADERENTE: é constituída pela parede interna do que poderíamos apelidar de “garganta” da armadilha, que possui um revestimento extremamente escorregadio no qual a grande maioria dos insetos e demais presas não consegue se agarrar para fugir. Sua função é, portanto, facilitar a queda das presas ao fundo do jarro.

C – Zona DIGESTIVA: é região inundada pelo líquido digestivo, onde as presas se afogam e se decompõem, deixando diluídos os nutrientes. Na parede interna é possível ver, a olho nu, o conjunto de numeros órgãos de absorção, sob a forma de pequenos pontos escuros ovais. É justamente pelo fundo dessa zona que a armadilha se liga à folha, através do prolongamento da nervura central.

Cada espécie tem seu padrão de cor e textura, tanto externo como interno, variando conforme o tipo de armadilha produzido. Mas, isso é assunto para outra postagem!

domingo, 31 de outubro de 2010

Mostrando o trabalho


Aqui em minha pequena cidade, apesar de eu ser, talvez, o único que lida com plantas carnívoras, tenho muitos amigos que lidam com outras plantas ornamentais ditas “normais”. O clima local é favorável, por exemplo, para o cultivo de orquídeas, especialmente nas regiões de colina onde alguns gêneros que preferem um pouco mais de calor vivem bem.

E, atualmente, até eu tenho alguns exemplares – de fácil cultivo, é claro – e faço parte de um grupo de amigos que pretende fundar um núcleo de orquidófilos aqui por essas “bandas”.

Recentemente, organizamos um pequeno evento para alavancar o movimento, com uma exposição de orquídeas e de outras plantas exóticas, e gentilmente atendi ao convite para mostrar algumas de minhas plantas carnívoras, até então “inéditas” por aqui. Além das orquídeas e PC’s, tivemos bonsais, bromélias, cactos, suculentas e rosas-do-deserto (Adenium obesum).

Uma boa oportunidade para participar efetivamente, pois das poucas orquídeas que tenho em cultivo, nenhuma estava “apresentável” naquela ocasião!

Reservaram em cantinho tranquilo para o meu “stand”, dentro do cercado onde estavam os exemplares mais valiosos das orquídeas. Coloquei um banner alusivo ao nosso blog, com endereço e tudo!

Para a minha surpresa, as PC’s “pequenas” chamaram muito a atenção dos visitantes, bem mais do que eu esperava! Preparei um “mini-bog” com algumas dróseras e utriculárias muito floridas, e coloquei ao lado de algumas sarracênias e de uma pinguícula. É claro que as belas variedades da orquídea Cattleya warneri  – as estrelas do evento – reinaram absolutas, mas houve quem se interessasse muito pelas PC’s, especialmente as mulheres e as crianças, que gostaram muito das “pequeninas”!

E as neps não poderiam ficar de fora, é claro! Apesar do clima seco e surpreendentemente frio à noite nos últimos meses (bom para as espécies “highland”), consegui selecionar oito exemplares para a exposição. Difícil foi transportar alguns deles até lá!

O público foi muito seleto e a visitação não tão grande, e isso já era esperado num evento desse tipo, mas houve não só curiosos como também alguns interessados em cultivar as neps. Quem sabe, em breve, não terei novos “nepentheiros” por aqui, para compartilhar o “hobby”?!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Um fórum inovador


Num universo de grande liberdade de expressão como é a internet, seria inevitável reprimir a vontade de criar soluções alternativas para questões de interesse comum a grupos específicos. E isso não é diferente para o caso dos cultivadores de plantas carnívoras.

Eu me refiro ao caso particular dos fóruns sobre o seu cultivo, que até bem pouco tempo tinha opção única no Brasil.

Recentemente, surgiu por essas terras um novo fórum sobre o assunto – Fórum Carnívoras.com.br – de excelente qualidade, incorporando inovações tecnológicas em seu formato, e de conteúdo igualmente impecável. Dentre as novidades, cito as vídeo-aulas sobre as diferentes técnicas de cultivo, além de recursos de vídeo disponibilizados diretamente aos usuários.

 
E eu, que sou membro e endossando incondicionalmente tal iniciativa, não poderia deixar de fora do meu blog uma referência através dessa justa menção ao trabalho sério de mais esse grupo de abnegados que administra esse fórum.

Vale a pena conhecer! Afinal, como diz a velha canção: “um mais um é sempre mais que dois”! O endereço é:


Também participo, priorizando, é claro, o cultivo das neps!

Parabéns aos administradores pela iniciativa!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Imunidade espantosa!


Um dos aspectos relevantes a considerar sobre essas plantas, e que parece ser característica comum a todas as espécies, é a sua saúde extrema, com incrível resistência a doenças e pragas. Segundo especialistas, as neps trazem em sua seiva uma espécie de “vacina natural” que as deixam livres dos problemas tão comuns em outras PC’s.

Apesar de viver, na maioria dos casos, em ambientes de alta umidade, muitas vezes com índices próximos dos 100%, rodeadas de materiais em decomposição que são um verdadeiro “parque de diversões” para bactérias e fungos, dificilmente se ouve falar em neps doentes, quando cultivadas dentro de boas condições. Até mesmo insetos persistentes como pulgões, cochonilhas e ácaros, que são um tormento na vida de cultivadores de outros gêneros (carnívoros ou não), dificilmente têm vez com as neps.

Por isso, o cultivo delas nas condições ditas ideais para cada espécie dispensa imunizações periódicas e demais cuidados especiais com produtos químicos muitas vezes prejudiciais à nossa saúde. Quando muito, pode ser necessário remover manualmente algum parasita oportunista. Mesmo assim, é muito raro. Então, ser um “nepentheiro” significa lidar com um hobby extremamente saudável!

Essa abençoada imunidade parece ser fruto da presença de determinados tipos de enzimas que percorrem toda a planta através da seiva. E isso tem sido alvo de estudos de especialistas em estratégias de combate a infecções hospitalares, por exemplo, já há algum tempo. É o poder da natureza usado em nosso favor, mais uma vez!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Mas, afinal, o que é neps?


Neps são PCs (plantas carnívoras) do gênero Nepenthes, único da família NEPENTHACEAE, que na linha evolutiva descende diretamente das “orvalhinhas” ou dróseras, as quais já descrevemos em outro post. São pouco mais de uma centena de espécies conhecidas, e sua distribuição restringe-se às regiões tropicais, geralmente montanhosas, que abrangem desde Madagascar, na África, passando por Seychelles, Sri Lanka, nordeste da Índia (Assam), Indochina, Indonésia e Filipinas, no sudeste asiático, chegando até o extremo norte da Austrália, na Oceania.



Morfologicamente, são as maiores e mais robustas entre as PCs. A planta é formada basicamente por um ou mais caules delgados em forma de ramos de poucos milímetros de diâmetro (salvo raras exceções), contendo nós de onde saem as folhas alternadas (apenas uma folha por nó). Esses ramos podem chegar a vários metros de comprimento, dependendo da espécie e da idade da planta. Por ser uma dicotiledônea, possui raízes subterrâneas do tipo axial – uma ou mais raizes principais de maior espessura e comprimento, com ramificações finas secundárias – todas muito escuras, quase negras, e muito retorcidas.

Quando a planta é jovem, o caule é verde claro e macio como as folhas, sendo que, com o passar do tempo, torna-se marrom e rígido a partir da base, com aspecto queratinoso, para poder dar melhor sustentação ao conjunto. Alguns cultivadores menos experientes confundem tal aspecto com algum tipo de doença, o que não é motivo para qualquer preocupação.

As folhas tem formato, textura, tamanho e coloração diferentes para cada espécie, mas, na grande maioria delas é de lanceolada a quase linear, com 2 a 10 cm de largura e 15 a 40 cm de comprimento, em plantas já maduras. Possuem uma nervura central bem pronunciada, que continua depois do final do limbo, formando uma espécie de gavinha que leva até a armadilha em forma de jarro. E é justamente esse “jarro”, junto com sua origem, que inspira o seu nome vulgar em língua inglesa: “the asian pitcher plant”. Nas línguas locais dos países onde são encontradas recebem nomes bem estranhos: “periok-kera”, “katupat baruk”, “ketakong”, “utsubokazura”, “zhu long cao”, dentre outros, sendo que um deles significaria “copo d’água de macaco”!

A armadilha passiva – ou simplesmente “jarro” – é o que melhor identifica cada espécie. Cada um tem seu formato característico, tamanho, cores, e detalhes que são sua identidade. De arredondados de tamanho bem menor do que o de um ovo de galinha a tubos de mais de 30cm de altura, passando por esquisitices que lembram cabaças, moringas e até vasos sanitários, são o “charme” das neps.

Conforme a idade, a grande maioria dessas plantas muda de formato e de “estilo de vida”: no início, apresentam-se baixas em forma de roseta, com os nós entre folhas bem próximos, produzindo jarros basais ou inferiores que são adaptados para capturar presas rasteiras. Depois de passar por uma fase intermediária, assumem uma forma que chamamos de “parreira”, onde se tornam trepadeiras e produzem jarros aéreos ou superiores, mais voltados para a captura de presas voadoras.

Sobre a reprodução delas, esse é um ponto a ser tratado em detalhes em posts futuros. Apenas adiantando, vale registrar que esse é um assunto um tanto complexo, visto que as flores produzidas pelas neps não tem as mesmas características das flores das demais PC’s. Nepenthes é um gênero de plantas dióicas, ou seja, com sexos separados: assim, temos neps machos e neps fêmeas numa mesma espécie tendo, assim, flores diferenciadas para cada sexo. E como se não bastasse a dificuldade em induzi-las à floração, nem sempre machos e fêmeas produzem flores na mesma época, obrigando a quem tenta a reprodução pela via sexuada a manipular pólen congelado, o que não é tarefa para principiantes. O mais eficiente, mesmo, é a clonagem por estaquia ou cultura de tecidos, que veremos mais adiante.

Há, ainda, um aspecto importante a se considerar em relação ao habitat e que tem grande influência no método de cultivo: a altitude em relação ao nível do mar do lugar de onde elas vem. Isso porque as regiões de origem são acidentadas e montanhosas na grande maioria, e temos desde espécies que vivem ao nível do mar, até as que ficam em altiplanos e nas encostas de montes muito altos. Considerando que tais regiões ficam ao redor da linha do Equador, os lugares próximos ao nível do mar experimentam um calor “amazônico”, tanto de dia como durante a noite. À medida que a altitude aumenta, surge um contraste entre os picos das temperaturas diurna e noturna, fazendo com que surjam diferenças no metabolismo das plantas dos locais mais altos (“highlands”) para o das que vivem em lugares mais baixos (“lowlands”). Assim, como acontece com os demais seres vivos, seu código genético determina precisamente o tipo de condições ambientais em que uma neps deve ser cultivada, e isso deve ser respeitado à risca, sob pena de se ter uma planta raquítica, de péssimo aspecto – isso quando ela sobrevive, pois, ao contrário do que alguns apregoam, elas não se adaptam a condições adversas.

E por fim, não poderíamos deixar de lembrar a questão da alta umidade no ambiente de cultivo da maioria delas. As regiões de onde elas vem são de alto grau de pluviosidade, onde há chuvas torrenciais praticamente todos os dias e durante o ano todo, devido ao fato de serem locais de grandes trechos de florestas tropicais, próximos ou cercados por muita água oceânica de todos os lados. Isso sem nos esquecermos que, em grandes altitudes, há ainda a intensa cerração, tanto noturna como diurna.

O substrato é pobre em nutrientes como o das demais PCs, porém, na grande maioria dos casos, sem estar completamente encharcado, devendo permanecer suficientemente úmido, pois as neps precisam sempre de boa quantidade de água em suas raízes. Assim, apesar de algumas espécies serem mais tolerantes do que outras, não é aconselhável manter o tradicional pratinho embaixo do vaso como regra geral, como se faz com as sarras, dróseras e a dionéia.

No mais, como já deve ter dado para perceber, cada espécie tem suas peculiaridades, e delas trataremos oportunamente. E também falaremos de forma mais detalhada dos aspectos aqui abordados até agora de maneira generalizada. Será no estilo “cada macaco no seu galho”... Ou melhor dizendo, no caso das neps, “cada copo d’água de macaco em sua folha”!